Abate
Para que cheguem aos locais de abate, bois e vacas são transportados por centenas de quilômetros, sem descanso, água ou alimento, lotados na carreta imunda de um caminhão. Durante o transporte, muitos morrem, adoecem ou sofrem ferimentos graves. Ao fim do percurso, permanecem então por cerca de um a dois dias no pátio dos matadouros, recebendo apenas água.
Chegada a hora do abate, são forçados a entrar num corredor estreito. Desesperam-se, tentam fugir de todas as
formas, viram-se de um lado para outro, os olhos cheios de terror. Sentem o cheiro do sangue dos companheiros já mortos e recusam-se a seguir adiante. Alguns, já sem forças, caem; os que permanecem de pé são forçados a prosseguir, tangidos a choques elétricos. Ao final do percurso, um por um, são contidos em pequenos boxes e covardemente massacrados: recebem, na cabeça, uma, duas, cinco, dez marretadas ou mais - tantas quantas forem necessárias para que tombem. Os golpes lhes causam mutilações nos chifres, olhos e focinho. São então suspensos por uma das patas traseiras, e os músculos se lhes rompem, em virtude do grande peso de
seus corpos. Por vezes já a recuperarem-se dos golpes, debatendo-se, lutando por liberdade, são finalmente degolados; sangrados vivos, conscientes.
No Brasil, este procedimento é comumente empregado no abate de bovinos. Porcos, cabras, ovelhas, peixes, aves e outros animais são igualmente abatidos em procedimentos de semelhante brutalidade.
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